About Walter de Azevedo

Cursei psicologia. Fui ator e diretor de teatro amador. Sou roteirista. Pesquiso teledramaturgia, música e carnaval. Sou quase um monte de coisas. Jogo nas onze.

Um certo Volpone

capasonhoEm fevereiro de 1985, a Rede Globo começava a apresentar para seu público das 19h, a controversa novela “Um Sonho a Mais”. Entre acertos e tropeços, a trama conseguiu uma das maiores médias de audiência do horário, mas também foi uma das mais criticadas. Por isso mesmo, percebe-se grande curiosidade de parte do público que não conferiu a trama de Daniel Más. Vamos relembrar essa história, afinal de contas, Um Sonho a Mais não faz mal. Leia mais

“Caviar & Goiabada”

“Uma é chique e vira brega, a outra é brega e vira chique”: assim era lançada, em 1987, a nova novela das 19h, escrita pelo mestre Cassiano Gabus Mendes. Inicialmente intitulada de “Lucros e Perdas”, e depois “Caviar e Goiabada”, “Brega & Chique” marcava a volta do autor após o sucesso de “Ti Ti Ti” (1985/1986). Leia mais

“Quais caminhos levam a Roma?”

Um dos pilares fundamentais para que uma emissora de televisão conquiste o público é ter uma grade fixa, que faça o telespectador se prender à telinha em tal horário para assistir determinado programa. Há mais de quarenta anos, com poucas mudanças, a Rede Globo, detentora da maior audiência do país, mantém esse esquema. Nos últimos anos, no entanto, um ovo panorama começou a se formar, colocando em xeque essa grade, ou pelo menos questionando a sua inflexibilidade. Leia mais

Eu acho que vi um fantasma

O sobrenatural sempre atiçou a curiosidade e a imaginação dos homens. Mistificar sempre foi a saída, muitas vezes extremamente criativa, para responder a questões que a lógica ainda não podia equacionar. Daí surgiu um sem número de histórias, lendas, mitos que aprendemos e ouvimos contar durante nossas vidas. A dramaturgia, como expressão das dúvidas, aflições e anseios do homem, e enquanto reprodução livre disso tudo, não deixou de retratar o sobrenatural de forma profícua. Todos os grandes autores beberam nessa fonte. Afinal, “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia”. A teledramaturgia, enquanto desdobramento da própria dramaturgia, também não perdeu esse filão. Leia mais

Anarquia musical

Que “Bebê a Bordo” tinha ritmo e estrutura anárquicas (no bom sentido da palavra), não é novidade pra ninguém. Seguindo essa mesma característica, a trilha sonora não deixou a desejar. Embalada pelo rock dos anos 80, por canções românticas e até mesmo pela lambada, que começava a surgir, os discos com as músicas da novela formavam um diversificado painel do que tocava nas rádios no final dos anos 80. Leia mais

“Hoje é dia de tramas paralelas, bebê!”

“Bebê a Bordo”, embora centrada na luta entre Ana (Isabela Garcia) e Laura (Dina Sfat) pela guarda da pequena Heleninha (Adriana Valbon/Beatriz Bertú), não deixou todos os seus trunfos nesse plot. A rica gama de personagens criados por Carlos Lombardi para sua novela possibilitou interessantes tramas paralelas. Leia mais