Ela é… A Usurpadora

paolathmbO enredo não era inédito. Aqui no Brasil mesmo já tínhamos as recentes Ruth e Raquel, de Mulheres de Areia e Vivi e Fernanda, de Cara & Coroa. Porém, a aposta do SBT em comprar a trama da Televisa, escrita por Inés Rodena e adaptada por Carlos Romero deu certo.  Sua primeira exibição aqui ocorreu entre 22 de junho e 09 de novembro de 1999, acompanhando o sucesso estrondoso da trilogia das “Marias” de Thalia. Leia mais

De qual irmã você mais gostava?

irmasusurpadoraHouve uma época em que as tramas mexicanas possuíam protagonistas do mal. Rubi e A Madrasta são ótimos exemplos de telenovelas latinas com anti-heroínas.  Em A Usurpadora as personagens mais 0101lembradas estão centralizadas na família Bracho. E lá aconteceram os melhores embates entre a gêmeas. Podíamos torcer pela protagonista mocinha ou pela protagonista vilã. O que havia de tão peculiar nas personagens interpretadas por Gabriela Spanic? Leia mais

A novela brasileira entre o dramalhão e a subversão

A novela brasileira é uma novela diferente. De Janete Clair a João Emanuel Carneiro, aos poucos a história da nossa teledramaturgia subverteu o dramalhão melodramático proveniente de Cuba, México e afins, criando personagens e conjunturas dramáticas mais sofisticadas e atraentes.  E aí perguntamos: o que leva alguns renomados autores a esquecer de todo um caminho de enriquecimento criativo para cair em tramas redundantes e ingênuas com o mesmo teor dramático das “enlatadas” mexicanas? É proposital, é um jogo em busca de audiência? Ou uma pura e simples preguiça? Leia mais

Me gustan las villanias…

Elas mentem, seduzem, envenenam, matam, esfolam, esquartejam, empurram da escada, dão tesouradas, torturam criancinhas, se atiram de prédios, atropelam, debocham, enlouquecem, choram, algumas se arrependem e outras morrem odiando. Nas novelas, as vilãs são imprescindíveis, movem a ação, fazem a novela girar, agitam e conquistam o público onde quer que seja exibida. Leia mais

O que provocou a ira de Rubi?

Louca de amor, de obsessão e de vaidade, Rubi não mede esforços para conseguir o amor de Alessandro. Depois de roubar Heitor, o pretendente de sua melhor amiga, a doce Maribel, ela ataca por todos os lados para saciar seu desejo pelo homem da vez. Ela, mesmo sendo linda, altiva, elegante e cheia de bons argumentos, se rende à paixão por um homem também bonito, altivo, elegante e cheio de bons argumentos. Mas… quem é ele? Leia mais

No ar, o México

Se as primeiras novelas no Brasil eram adaptações de obras cubanas, principalmente, hoje as novelas mais populares depois das produzidas pela Rede Globo, sem dúvida alguma são as latinas (mexicanas e venezuelanas). O SBT, cuja proposta inicial de seu proprietário, Sílvio Santos, era a produção 100% nacional de seus programas, acabou por se tornar o grande difusor das tramas mexicanas, a exemplo de “A Usurpadora” realizada pela maior produtora do gênero nos países latinos de língua hispânica: a Televisa. Leia mais

MEMÓRIA: Na falta de tu, vai tu mesmo!

A telenovela mexicana “A Usurpadora” estreou no Brasil em 1999. Nesse ano, a maior concorrente do SBT, até então, a Rede Globo, atravessava um dos piores seus piores momentos na produção de novelas. Desde 1998, com a má repercussão de “Torre de Babel” a a baixa audiência de “Corpo Dourado” e do remake de “Pecado Capital”, os três horários destinados a dramaturgia entraram numa maré negra, agravada por uma forte crise criativa. Em 1999 o horário nobre enfrentou uma crise pior ainda com o a fraca “Suave Veneno”, uma das menores audiência do horário, que foi bombardeada pelo surgimento do pseudo-revolucionário Ratinho.  Leia mais

Condescendência por distanciamento

O público torce pelas protagonistas… mas elogia suas rivais. O apoio efêmero às mocinhas e a lembrança recorrente das vilãs são conseqüências de uma receita previsível em que a empatia do telespectador é inversamente proporcional à integridade moral do personagem. O humor se apresenta como a causa principal para essa situação: quanto mais cômica for a antagonista, maior será a tolerância diante de suas sabotagens e maledicência. Mas, apesar do sucesso obtido, esses papéis caricaturais seriam realmente relevantes para suas intérpretes ? Haveria outras vilãs (de menor projeção) mais interessantes que elas? Que tipo de “maldade” incomoda a pessoa que acompanha a trama? E até que ponto risos arrancados são garantias de perdão? Leia mais

Sonho lindo que se foi…

As aberturas de telenovelas mexicanas eram sempre adaptadas e reduzidas pelo SBT. As de “Maria Mercedes”, “Mari Mar” e “Maria do Bairro” chegavam a ser editadas de modo assustador, parecendo mais uma vinheta de intervalo do que uma abertura, propriamente. “Chispita”, exibida no começo dos anos 80, teve sua abertura original mantida e, somente em reprise o tema foi trocado por letra e arranjos brasileiros, sob os cuidados de Mário Lucio de Freitas. Depois das outras reprises a abertura mudou e ficou na versão SBT, cheias de efeitos gráficos. Leia mais