As mocinhas de Braga

A construção dramatúrgica de Gilberto Braga, desde o sucesso de “Dancin´ Days” (1978) até a narrativa de “Insensato Coração” (2011), de maneira semelhante à imaginação literária de Balzac (escritor francês), propõe representações realistas das paixões humanas, como o amor, a ira, a compaixão, o desprezo, a miséria, a felicidade, e, principalmente, o desejo por tudo isso. Leia mais

Maria Padilha em reprise

Nos últimos anos a presença de Maria Padilha na TV tem sido quase bissexta. Antes de “Lado a Lado” (João Ximenes Braga e Cláudia Lage, 2012), seu mais recente trabalho, no qual interpretou a atriz de teatro Diva Celeste, sua última participação em uma novela inteira tinha sido em “Mulheres Apaixonadas” (Manoel Carlos, 2003). Neste hiato de dez anos a atriz fez pequenas participações nas novelas “Paraíso Tropical” (Gilberto Braga e Ricardo Linhares, 2007) e “Insensato Coração” (Gilberto Braga e Ricardo Linhares, 2011) e na minissérie “Cinquentinha” (Aguinaldo Silva, 2009). Leia mais

“Água Viva”: No tempo em que o personagem ainda pensava

“Água Viva” (Gilberto Braga e Manoel Carlos, 1980) voltou às telas da TV através do Canal Viva graças a uma votação maciça do público por sua exibição. Diferente de novelas anteriores no horário como “Rainha da Sucata” (Silvio de Abreu, 1990) e “Que Rei Sou Eu?” (Cassiano Gabus Mendes, 1989), a novela trouxe de volta um entusiasmo de telespectadores de várias idades ligados em uma história aparentemente comum, mas embasada por dramas humanos corriqueiros e por isso mesmo tão fortes.  Leia mais

MEMÓRIA: “As novelas estão em crise, mas faturam bem

Na semana em que o Canal Viva confirmou a reprise de “Água Viva” como sucessora de “Rainha da Sucata”, o Tele Dossiê relembra uma deliciosa entrevista com os autores Gilberto Braga e Manoel Carlos. Os escritores da trama deram os seus depoimentos em uma matéria do Jornal do Brasil que discutia, já em 1980, a crise criativa que assolava as produções no início dos anos 80. A novela, que comemora hoje 33 anos da exibição do seu último capítulo, registrou excelentes índices de audiência. Vale a pena conferir! Leia mais

José Lewgoy: o favorito

O saudoso ator, José Lewgoy, nos deixou na tarde do dia 10 de fevereiro de 2003. Todavia, seu grande legado é algo bastante patente quando se fala em dramaturgia nacional: ele é uma das grandes referências, tanto no teatro, no cinema (que inclusive tem uma vasta coleção) e, ainda, nas telenovelas. Leia mais

Corpo a Corpo: “Espelho, espelho meu. Existe alguem mais louca do que eu?”

Gilberto Braga é um escritor insatisfeito. Mesmo sendo o autor de grandes sucessos como “Escrava Isaura”, “Dancin’Days”, “Vale Tudo” e “Celebridade” e das minisséries “Anos Dourados” e “Anos Rebeldes”, Giba, como é conhecido, nunca escondeu seu sofrimento ao passar um ano solitário, preso a uma história. Entretanto, ao dar uma entrevista no início do ano 2000 para a revista Contigo, na última semana de “Força de um Desejo”, o autor elegeu “Corpo a Corpo” como sua novela preferida: “Nunca entendi porque ninguém fala dessa novela. Ela foi redonda”. Leia mais

Pequenos órfãos em grandes sucessos

Tramas envolvendo crianças maltratadas por adultos impiedosos virou sinônimo de sucesso em nossa televisão. O mais recente estouro infantil esteve nas mãos da astuta menina Rita (Mel Maia) em Avenida Brasil (2012), conquistando o país em menos de uma semana, assim como a pequena Laleska (Carolina Pavanelli) o fez em Sonho Meu (1993). Que tal relembrar outros pequeninos que invadiram o nosso imaginário de alegria e emoção? Leia mais

“Água Viva”: Trilha que provoca arrepio

Não é novidade que no início dos tempos das trilhas sonoras de novelas, vários artistas torciam o nariz para o produto. Não queriam ver seus nomes atrelados aos folhetins por considerá-los de gosto duvidoso. Com a entrada da Som Livre no mercado e a explosão das novelas da Rede Globo, ocorreu uma mudança no cenário. O sucesso que as músicas tocadas nas novelas alcançavam era tão grande que todos queriam ter suas canções veiculadas nas histórias. Leia mais

“Água Viva”: A força e a oposição feminina numa novela bem carioca

Água Viva, apesar de não ser tão lembrada como Dancin’ Days ou Vale Tudo, foi o primeiro grande sucesso da década de 80 chegando à marca de 90 pontos de audiência. A novela escrita em parceria com Manoel Carlos não deixava de ter a provocação social e o cinismo característicos de Gilberto Braga, mas o romantismo estava bem presente. Três mulheres interpretadas pelas veteranas Tônia Carrero, Beatriz Segall e Eloísa Mafalda também tiveram destaque.  Leia mais