Pegou pesado e seu deu mal!

thumbtorreAlguns autores tentam ousar um pouco mais nos temas de suas histórias, mas às vezes pesam tanto a mão que o público rejeita. “Torre de Babel” (Sílvio de Abreu, TV Globo – 1998) foi um dessas novelas que precisou ser ajustada a toque de caixa para não explodir junto com o shopping, Mas não foi a única. Leia mais

10 Mais: Mocinhas Choronas

E para encerrar mais um “10 Mais” do Tele Dossiê, nada melhor do que falar delas: as heroínas. Quer dizer, de heroínas elas não têm nada! Sofrem as piores tormentas nas mãos do destino algoz, do amado infiel ou do terrível carrasco. Mas não importa. Choramos com elas como se a dor de um filho retirado do braços também fosse nossa.  Leia mais

Final antecipado

O Tele Dossiê estreia com esta coluna a primeira parceria internacional do site. A partir deste momento, o roteirista Germán Caballero, de Buenos Aires, fará parte de nossa equipe. Neste primeiro texto, nosso colunista fala da relação da imprensa com as notícias e comentários a respeito da telenovela. Lea este artículo en español.
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Glória Perez: A dama dos dilemas

A boa dramaturgia é aquela que conta uma boa história ao passo que serve como espelho da vida real. Não necessariamente a trama precisa ser realista, mas não há sentido em se fazer uma obra em que o público não se reconheça.  Ainda que seja uma história fantasiosa, o mais importante é falar sobre as relações humanas. Leia mais

Quando a censura tinha cara, garras e faro

O seriado Malu Mulher estreou na Rede Globo em 1979, ano da abertura política no Brasil, depois de 15 anos vivendo uma cruel ditadura militar. Perto de outros conhecidos casos da nossa teledramaturgia, o seriado teve poucos problemas com a censura federal, mesmo tratando de assuntos considerados tabu na época, tais como: virgindade, homossexualidade, aborto, orgasmo, adultério, entre outros. Leia mais

Ponto de encontro

É o traço em comum entre a heroína e a vilã de uma história. É o que justifica o masoquismo da primeira e a “sociopatia” da segunda. É o que todas as mulheres reais sentem e as personagens admitem sentir. Não importa se ela vem sob o disfarce de amor ou associada a instintos assassinos, a paixão é a condição humana mais explorada na teledramaturgia. Leia mais

Feita pra apanhar, boa de cuspir

“Os que invocam os direitos do homem acabam por negar os direitos da fé e os direitos de Deus, esquecendo-se de que aqueles que trazem em si a verdade têm o dever sagrado de estendê-la a todos, eliminando os que querem subvertê-la, pois quem tem o direito de mandar tem também o direito de punir.” Com essas palavras, o dramaturgo Dias Gomes abria a cena de sua peça O Santo Inquérito, escrita em 1966, que tratava da acusação e do julgamento da cristã-nova Branca Dias, que, nos idos de 1558, na Capitania de Pernambuco, era tida como praticante disfarçada do judaísmo. Leia mais

Não é fácil a vida da bailarina – Parte II

Na verdade, os principais sentidos da dança são diversão e celebração, ou seja, dançar é uma importante ferramenta para se chegar à catarse, a purificação. E como já foi dito no inicio do texto, o povo brasileiro sempre utilizou o ritmo e o corpo para celebrar qualquer ritual social ou santo. Leia mais

O merchandising social e o melodrama: a projeção-identificação nas novelas de Glória Perez – Parte II

A novela Barriga de Aluguel (1990/91) é a novela-filosofal (se assim pode-se dizer) de Glória Perez, pois todos os elementos que formam o esteio das tramas que a autora escreveria para a emissora estão ali: a vida nos subúrbios, a música, o salão de dança, a boate, o patriarcado e os embates dos discursos religioso e científico, nesses embates a questão social em evidência. Leia mais

A Lolita, o elo perdido da juventude e a expulsão do paraíso

“Lolita”, romance de Vladimir Nabokov, esculpiu a imagem da moça – bem – jovem que tem uma sensualidade irresistivelmente forte. O romance, polêmico e forte, conta a história de Humbert, apaixonado pela sua enteada de 12 anos e um pervertido consciente. A Lolita de Nabokov é uma criança e Humbert um homem mentalmente doente, mas a expressão Lolita, no uso corrente como na teledramaturgia, costuma ser usada para designar jovens já no limiar entre a adolescência e a idade adulta (quase sempre já um pé na maioridade legal), com um toque de infantilidade embalado por alta dose de malícia – sem querer ou querendo. Leia mais