Eu acho que vi um fantasma

O sobrenatural sempre atiçou a curiosidade e a imaginação dos homens. Mistificar sempre foi a saída, muitas vezes extremamente criativa, para responder a questões que a lógica ainda não podia equacionar. Daí surgiu um sem número de histórias, lendas, mitos que aprendemos e ouvimos contar durante nossas vidas. A dramaturgia, como expressão das dúvidas, aflições e anseios do homem, e enquanto reprodução livre disso tudo, não deixou de retratar o sobrenatural de forma profícua. Todos os grandes autores beberam nessa fonte. Afinal, “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia”. A teledramaturgia, enquanto desdobramento da própria dramaturgia, também não perdeu esse filão. Leia mais

Direto da redação, os Jornalistas da ficção!

Jornalista, aquele que lida com a notícia, com dados factuais e divulgação de informações. “O jornalista é o profissional responsável por procurar informações e divulgá-las segundo o interesse público, relacionando os fatos e suas consequências” (Folha de São Paulo, 15/03/2003). Leia mais

Não é fácil a vida da bailarina – Parte II

Na verdade, os principais sentidos da dança são diversão e celebração, ou seja, dançar é uma importante ferramenta para se chegar à catarse, a purificação. E como já foi dito no inicio do texto, o povo brasileiro sempre utilizou o ritmo e o corpo para celebrar qualquer ritual social ou santo. Leia mais

“A queda que parece não incomodar”

2012 foi um ano de altos e baixos para a Globo no que diz respeito aos números de audiência de suas novelas. Fenômenos como Avenida Brasil e Cheias de Charme surpreenderam a emissora carioca, que também amargou números abaixo dos esperados com as atuais atrações Salve Jorge e Guerra dos Sexos. A seguir, uma pequena análise que faço “abelhudamente” sobre esse sobe e desce no Ibope da teledramaturgia da principal emissora do país. Leia mais

“Amor Eterno Amor”: Final apressado, mas ainda assim emocionante

Falamos muito (e na maioria das vezes bem) de Amor Eterno Amor no Tele Dossiê. Elogiamos o ritmo com que a novela vinha se desenvolvendo, sem pressa, construindo paulatinamente sua história com condução quase sinfônica de Rogério Gomes, mas embora não tenha sido totalmente ruim como a grande maioria dos finais de novela, o capítulo que encerrou a trajetória merece alguns comentários. Leia mais

“Amor Eterno Amor”: ‘Timing’ perfeito nos capítulos finais

Elizabeth Jhin reservou fortes emoções para a última semana de Amor Eterno Amor e conseguiu transformar sua história em um thriller policial sem perder o mote principal da novela. Além de Rodrigo (Gabriel Braga Nunes) ter finalmente desvendado o mistério ao redor de Amparo (Mayana Neiva) e de seu sequestro, o público até poderia imaginar que o final teria o clássico rapto da mocinha pelo vilão, mas talvez não esperasse o golpe dramático com o tiro sofrido por Clara (Klara Castanho). Leia mais

Condescendência por distanciamento

O público torce pelas protagonistas… mas elogia suas rivais. O apoio efêmero às mocinhas e a lembrança recorrente das vilãs são conseqüências de uma receita previsível em que a empatia do telespectador é inversamente proporcional à integridade moral do personagem. O humor se apresenta como a causa principal para essa situação: quanto mais cômica for a antagonista, maior será a tolerância diante de suas sabotagens e maledicência. Mas, apesar do sucesso obtido, esses papéis caricaturais seriam realmente relevantes para suas intérpretes ? Haveria outras vilãs (de menor projeção) mais interessantes que elas? Que tipo de “maldade” incomoda a pessoa que acompanha a trama? E até que ponto risos arrancados são garantias de perdão? Leia mais

“Amor Eterno Amor”: Todas as cartas na mesa

Existem autores que constroem suas novelas prolongando ao máximo o seu clímax, levando até a reta final da trama, senão no último capítulo, a expectativa dos embates prometidos desde a estreia. “Caminho das Índias” (2009) e “Páginas da Vida” (2006) talvez sejam os exemplos mais recentes. Outras novelas como “A Favorita” (2008), revolucionaram a narrativa dos folhetins escondendo nos primeiros meses de exibição quem era a mocinha e quem era a vilã da história. Leia mais