Novelas das 19h: espaço para a comédia

O horário das 19h ficou popularmente conhecido como o horário das comédias, assim como o das 18h foi consagrado pelos romances e por algum tempo pelas novelas de época e o das 20 ou 21h pelas tramas mais densas. Não recebeu exclusivamente comédias rasgadas: existem notórias exceções – como “A Viagem”, na década de 1990 – mas boa parte das telenovelas de maior sucesso exibidas no horário vinham com a missão (aparentemente primeira) de fazer rir. Hoje, vamos pensar um pouco nos exemplos de comédias apresentados na faixa no passado e analisar brevemente um panorama atual, da comédia pastelão ao humor negro: quem são os novelistas que mostram maior potencial na missão de fazer rir hoje? Leia mais

10 Mais: Vilãs Azaradas

Sem elas nada acontece em uma novela. Se a atazanada vilã não for lá incomodar a vida da mocinha, a trama não anda! Por vezes, os seus planos para expulsar uma irmã da cidade, para roubar a filha de uma outra mulher, para acabar com a carreira de um novo trio musical ou até para destruir a imagem de uma empresária emergente vão por água abaixo e essas determinadas mulheres acabam sendo humilhadas em rede nacional. Quem ganha é o público, que se diverte quando vê “o feitiço virar contra o feiticeiro”. Desculpem garotas, mas nem todas nasceram para ser uma Odete Roitman! Leia mais

“O Folhetim Eletrônico”

A revolução que a internet causou nos costumes não é novidade. O encurtamento das distâncias e as possibilidades de conhecimento e informação são infinitas. Em 1995, Glória Perez já acenava com essas mudanças em “Explode Coração” (1995/1996) através do contato via web entre os protagonistas Dara (Tereza Seiblitz) e Júlio Falcão (Edson Celulari). Além do casal central, Edu (Cássio Gabus Mendes) e Yone (Deborah Evelyn) também iniciavam um romance via internet. O rapaz, acreditando não ter atributos suficientes para conquistar sua amada, acaba mentindo para ela e fingindo ser quem não é. Pode-se dizer que, com esse pequeno quadro, Glória já mostrava comportamentos que se tornariam comuns na nova rede de comunicações. Estava aberta uma nova época. Leia mais

Da Cozinha para a Televisão

Realidade por vezes mostrada, outras vezes ignorada, a presença das empregadas domésticas nas telenovelas (e nos lares brasileiros) é um forte símbolo do nosso processo histórico e da nossa dinâmica social. É impossível deixar de reconhecer o poder cultural que tais figuras exercem na sociedade. O que mudou nos últimos anos – nas novelas e na vida real – no que diz respeito às empregadas domésticas? Leia mais

“A queda que parece não incomodar”

2012 foi um ano de altos e baixos para a Globo no que diz respeito aos números de audiência de suas novelas. Fenômenos como Avenida Brasil e Cheias de Charme surpreenderam a emissora carioca, que também amargou números abaixo dos esperados com as atuais atrações Salve Jorge e Guerra dos Sexos. A seguir, uma pequena análise que faço “abelhudamente” sobre esse sobe e desce no Ibope da teledramaturgia da principal emissora do país. Leia mais

“Cheias de Charme”: E a novela vai deixar saudades – um texto sentimental

Não. Não farei nenhuma crítica, não tentarei explorar todas as inovações trazidas pela novela e nem vou falar de como Cláudia Abreu esteve maravilhosa, de como as três empreguetes foram estupendas. Não falarei disso. Disso todo mundo já falou. Todos os sites, todos os jornais. Bem ou mal, todos encontraram os pontos fortes e fracos de “Cheias de Charme”. Vou fazer uma cronicazinha sentimental, dessas que quase ninguém lê porque não tem “conteúdo”.  Leia mais

“Cheias de Charme”: VOA VOA BRABULETA

Cláudia Abreu deu vida e asas a uma vilã cheia de humor, brilho e charme. Chayene, que não é nada burra, aproveitou muitíssimo bem o talento de sua intérprete e voejou alto, muito alto. Agora, com a novela “Cheias de Charme” prestes a atingir seu desenlace, é quase certo dizer que a trama não seria a mesma sem a presença marcante da rainha do eletroforró.  Leia mais

Condescendência por distanciamento

O público torce pelas protagonistas… mas elogia suas rivais. O apoio efêmero às mocinhas e a lembrança recorrente das vilãs são conseqüências de uma receita previsível em que a empatia do telespectador é inversamente proporcional à integridade moral do personagem. O humor se apresenta como a causa principal para essa situação: quanto mais cômica for a antagonista, maior será a tolerância diante de suas sabotagens e maledicência. Mas, apesar do sucesso obtido, esses papéis caricaturais seriam realmente relevantes para suas intérpretes ? Haveria outras vilãs (de menor projeção) mais interessantes que elas? Que tipo de “maldade” incomoda a pessoa que acompanha a trama? E até que ponto risos arrancados são garantias de perdão? Leia mais