“F” for fake – a homossexualidade e a questão da família em “Amor à vida”

A novela “Amor à vida” está no ar, há quase quatro meses e parece que já foi um ano. Provavelmente, essa sensação provém dos numerosos e próximos pontos-de-virada. Walcyr Carrasco e sua equipe de redatores tentaram, com relativo êxito, imprimir intensidade e velocidade à história. Assim, quando fazemos um retrocesso do que vimos no ar, desde 20 de maio de 2013, mal conseguimos enumerar as viradas que a trama teve durante esse tempo de exibição. Leia mais

Olha o golpe! – A arte de ser um adorável trambiqueiro

Eles enganavam, mentiam, aplicavam golpes, faziam mil peripécias pra se apropriar do que era dos outros. Mas como eram fofos! E o Brasil inteiro torceu por eles, há quase 30 anos. Naná (Fernanda Montenegro) e Gegê (Gianfrancesco Guarnieri) eram dois exímios cambalacheiros, levavam muito jeito pra vida de trambiques e levavam vantagem de tudo. Eram dois autênticos representantes daquilo que se chama de “lei de Gerson”. Leia mais

Todos amam Giovanna Antonelli

A teledramaturgia brasileira foi construída graças à presença de grandes homens, entre autores, diretores, produtores e atores, que apaixonados, fizeram desse veículo sua vida e seu canal de comunicação. Entretanto, é inegável que as mulheres estão entre as figuras mais amadas da televisão, seja como apresentadora ou como atriz, muito pelas características do folhetim nacional, quase sempre pautado nos dramas femininos. Leia mais

MEMÓRIA: “Da Cor do Pecado”

Hoje chegou ao fim mais uma reprise de “Da Cor do Pecado”, primeira novela de João Emanuel Carneiro. A trama, que trazia no elenco nomes como Lima Duarte, Reynaldo Gianecchini, Matheus Nachtergaele e Ney Latorraca, foi a responsável por alavancar a carreira de Alinne Moraes, que logo depois protagonizaria “Como uma Onda” (Walther Negrão, 2004). Também foi a primeira novela de Taís Araujo como protagonista e Giovanna Antonelli, com a vilã Bárbara, conseguiu mostrar outras possibilidades como atriz. No último mês da novela, a Revista Veja trouxe um texto comentando o sucesso dessas três atrizes na trama de 2004 e o Tele Dossiê relembra hoje esta matéria. Leia mais

E o Brasil se deixou levar pelas músicas de “Da Cor do Pecado”

Esta semana chega ao final “Da Cor do Pecado” (João Emanuel Carneiro, 2003) no “Vale a Pena Ver de Novo”. Além de ter sido um estrondoso sucesso no período de sua exibição, se tornou a novela mais exportada da Rede Globo, passando à frente de “Terra Nostra” (Benedito Ruy Barbosa, 1999) e “Escrava Isaura” (Gilberto Braga, 1976) e também a estreia de João Emanuel Carneiro como autor titular. Mas há outros pontos de destaque para a novela, além de ter elevado Taís Araújo à primeira protagonista negra da emissora. A trilha sonora também merece um olhar bastante especial. Leia mais

De Batman a Charlô

O ano é 1966. Na tela, um Batman bem diferente do Cavaleiro das Trevas que conhecemos hoje. O Homem Morcego de então usava uma roupa colada ao corpo que evidenciava uma rotunda barriguinha de chope. Estamos falando de “Batman”, série satírica criada por Bob Kane, adaptando para a televisão o famoso personagem das histórias em quadrinhos de uma maneira incomum, beirando o humor non-sense. Uma das grandes ousadias do seriado foi fazer uma sinestesia entre a linguagem televisiva e as representações visuais das revistas em quadrinhos. Leia mais

Não é fácil a vida da bailarina – Parte II

Na verdade, os principais sentidos da dança são diversão e celebração, ou seja, dançar é uma importante ferramenta para se chegar à catarse, a purificação. E como já foi dito no inicio do texto, o povo brasileiro sempre utilizou o ritmo e o corpo para celebrar qualquer ritual social ou santo. Leia mais

“A queda que parece não incomodar”

2012 foi um ano de altos e baixos para a Globo no que diz respeito aos números de audiência de suas novelas. Fenômenos como Avenida Brasil e Cheias de Charme surpreenderam a emissora carioca, que também amargou números abaixo dos esperados com as atuais atrações Salve Jorge e Guerra dos Sexos. A seguir, uma pequena análise que faço “abelhudamente” sobre esse sobe e desce no Ibope da teledramaturgia da principal emissora do país. Leia mais