Museu literário de grandes novidades

A novela “Mandala”, tema de nosso dossiê da semana foi beber diretamente da fonte do teatro grego quando trouxe para a TV a história de Édipo e Jocasta em plena década de 80. Mas Dias Gomes não foi o único e nem o último a buscar inspiração em grandes histórias clássicas da literatura.  Leia mais

Turcos, Armênios, Sírios ou Libaneses. Vai alguma deles ai, meu senhora?

Salve Jorge” vai chegando ao fim, mas deve deixar entre outras marcas a de “a novela que tratou da cultura turca”. Vamos deixar de ouvir expressões como: gule gule, chilika, entre outras, desta vez bem menos popularizadas do que em outras novelas de Glória Perez. Mas, Mustafá (Antonio Caloni), Zyah (Domingos Montgner), Ayla (Tânia Khalil), Demir (Tiago Abravanel) não são os únicos representantes da cultura turca em nossa Teledramaturgia. Antes deles, outros turcos, armênios, sírios e libaneses já bateram ponto na telinha. Vamos relembrar alguns? Leia mais

Entre lençóis

Estigmatizada como a profissão mais antiga do mundo, a prostituição foi inicialmente explorada pela literatura e se tornou pano de fundo comum no enredo cinematográfico; porém será na teledramaturgia que ela receberá diversas representatividades que vão além das habituais (e dicotômicas) figuras da pecadora arrependida e da libidinosa sem moral. Leia mais

“Cair da escada”, nunca mais

“Um homem, ao menos, é livre; pode percorrer as paixões e os países, saltar obstáculos e gozar dos prazeres mais raros. Uma mulher anda continuamente rodeada de empecilhos. Inerte e ao mesmo tempo flexível, tem contra si as fraquezas da carne e as dependências da lei. A sua vontade, como o véu de um chapéu preso pelo cordão, flutua a todos os ventos; e há sempre algum desejo que arrasta e alguma conveniência que detém.” Assim pensava a respeito de seu sexo Emma Bovary, a madame eternizada pelo romance de Gustave Flaubert que causou celeuma ao ser publicado, em 1857. Leia mais

Não é fácil a vida da bailarina – Parte I

Poucos povos são tão musicais quanto o povo brasileiro. A mistura de tradições culturais europeias, africanas e indígenas encontrou no jovem país americano, de proporções continentais, terreno favorável para o surgimento de danças e ritmos variados. Cada região desenvolveu movimentos e signos próprios, resultando, por exemplo, no Baião ou no Frevo no Nordeste, no Vaneirão no Sul, na Catira no Centro Oeste, no Carimbó ou no Siriá no Norte, entre outras. Novos passos e estilos diferentes de dançar foram acrescentados ao longo dos anos, fazendo com que danças se recriassem e chegassem vivas aos dias de hoje, como o Samba, o Forró ou o Axé. Sem contar os estilos contemporâneos e estrangeiros que também fizeram o ouvido e os pés dos brasileiros, como o Rock, o Tango, o Mambo e o Country, ganhando uma roupagem mais tupiniquim. Leia mais

“Gabriela”: Uma novela sob o signo de Vênus

“Gabriela” é uma novela de mulheres. “Mas as mulheres são submissas, sofrem, apanham e não dominam suas vidas”, alguém pode dizer. Mas são elas que fazem o motor da novela funcionar. Disputas políticas, injustiça, opressão, a dureza da vida sob o cabresto dos coronéis e sob os canos fumegantes das espingardas são o pano de fundo para se contar uma história de e sobre mulheres. Pelo menos nessa adaptação de Walcyr Carrasco para o romance de Jorge Amado. Elas dominam a ação, e dentre todas, uma é a grande aranha na teia: Dorotéia (Laura Cardoso). Leia mais

“Gabriela”: E quem disse que o coronelismo acabou?

Ao lado das novelas de Dias Gomes e Benedito Ruy Barbosa, “Gabriela” é um dos textos televisivos que trata com grande fidelidade a vida do homem rural brasileiro. Mesmo se passando em 1925, a obra de Jorge Amado, agora adaptada por Walcyr Carrasco discute questões ainda muito reais pelo interior do Brasil: coronelismo, curral eleitoral e vingança política. Leia mais

Há méritos na “Gabriela” de Walcyr?

O parceiro Walter de Azevedo escreveu uma excelente crítica na semana passada a respeito da versão de Walcyr Carrasco para “Gabriela”, talvez ao lado de “Dona Flor”, a obra mais famosa de Jorge Amado. Os primeiros capítulos de “Gabriela” me pegaram de tal modo que tornei-me um defensor ferrenho da adaptação, mas hoje percebo que o grande responsável por isso foi Mauro Mendonça Filho. Leia mais

Opção pelo fácil tira “Gabriela” dos trilhos

Que Walcyr Carrasco é um autor que gosta de apostar na comédia, não é novidade pra  ninguém. Todas as suas novelas na Globo estão dentro do gênero. Talvez até mesmo por isso, boa parte do público torceu o nariz quando o autor foi escolhido para escrever a nova versão de Gabriela (Rede Globo/23h). Tirando suas passagens pelo SBT e pela extinta Rede Manchete, na qual escreveu a ótima Xica da Silva (1996/1997), Carrasco optou pelo fácil. Leia mais