Pixels de felicidade respingados na telinha

Para uns, é uma gota de orvalho numa pétala de flor. Para outros, uma casinha, uma colina. Alguns reclamam que ela foi embora (mas a saudade no peito ainda mora). Há ainda quem diga que, para que ela aconteça, basta andar tranquilamente na favela onde nasceu. E tem mesmo os que afirmam que ela brilha no ar como uma estrela que não está lá. Leia mais

A novela brasileira entre o dramalhão e a subversão

A novela brasileira é uma novela diferente. De Janete Clair a João Emanuel Carneiro, aos poucos a história da nossa teledramaturgia subverteu o dramalhão melodramático proveniente de Cuba, México e afins, criando personagens e conjunturas dramáticas mais sofisticadas e atraentes.  E aí perguntamos: o que leva alguns renomados autores a esquecer de todo um caminho de enriquecimento criativo para cair em tramas redundantes e ingênuas com o mesmo teor dramático das “enlatadas” mexicanas? É proposital, é um jogo em busca de audiência? Ou uma pura e simples preguiça? Leia mais

Quando a doença é a protagonista

Uma mocinha, um heroi, um vilão e muitas armações que separam o casal protagonista. Esta é uma fórmula simplista, mas que em sua maioria é um dos ingredientes principais de uma história. Mas, e quando a vilã da história não é personificada por uma atriz e sim por uma doença? Em muitas histórias da nossa teledramaturgia, a doença teve peso de protagonista e deixou o público em dúvida se o personagem vitimado sobreviveria àquela vilã. Leia mais

O sexo frágil das novelas de Manoel Carlos

Manoel Carlos sabe falar sobre a alma feminina. Não é de hoje que o autor nos brinda com grandes e inesquecíveis personagens. Além de todas as Helenas, Maneco já nos deu um universo infindável de tipos femininos que acabaram ficando no imaginário popular. As mulheres são o forte do autor e passam longe do estigma de sexo frágil. Quem ocupa esse espaço na ficção de Manoel Carlos é o homem. Leia mais

Entre lençóis

Estigmatizada como a profissão mais antiga do mundo, a prostituição foi inicialmente explorada pela literatura e se tornou pano de fundo comum no enredo cinematográfico; porém será na teledramaturgia que ela receberá diversas representatividades que vão além das habituais (e dicotômicas) figuras da pecadora arrependida e da libidinosa sem moral. Leia mais

Elas não se chamam Helena

Com uma extensa contribuição para a formação da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos possui como marca registrada a abordagem do universo feminino: seus conflitos e as várias formas de superação. O tom dramático de algumas falas aliado a conversas cotidianas imprime veracidade aos diálogos, e talvez seja essa a principal razão de Maneco ser conhecido como o ficcionista da realidade. Leia mais

10 Mais: Temas Nacionais e Internacionais

Não basta fazer sucesso durante a exibição da novela. Para que um tema seja considerado imortal no panteão dos noveleiros tem que ser atemporal. Tem que ser como “Dona”, tema da viúva Porcina ou “Rock and Roll Lullaby”, tema de Simone e Cris em “Selva de Pedra”. Nossos colunistas quase se mataram para decidir quais músicas nacionais e internacionais mereciam estar nesta lista. E, claro, se você discordar, é só gritar, ou melhor, comentar. Leia mais

10 Mais: Pais e Mães

Quem não adorava o Gaspar de “Top Model” ou o Capitão Jonas de “Vamp”? Quem não se emocionou quando Helena trocou o filho vivo pelo morto de Eduarda em “Por Amor” ou quando descobriu que a Helena de “História de Amor” cuidava de Joyce como sua própria filha? Que tal relembrar estes personagens e conferir quem nossos colunistas escolheram como os 10 + pais e mães da ficção? Leia mais

A Lolita, o elo perdido da juventude e a expulsão do paraíso

“Lolita”, romance de Vladimir Nabokov, esculpiu a imagem da moça – bem – jovem que tem uma sensualidade irresistivelmente forte. O romance, polêmico e forte, conta a história de Humbert, apaixonado pela sua enteada de 12 anos e um pervertido consciente. A Lolita de Nabokov é uma criança e Humbert um homem mentalmente doente, mas a expressão Lolita, no uso corrente como na teledramaturgia, costuma ser usada para designar jovens já no limiar entre a adolescência e a idade adulta (quase sempre já um pé na maioridade legal), com um toque de infantilidade embalado por alta dose de malícia – sem querer ou querendo. Leia mais

As oito faces de Helena

“Ao contrário do que muita gente pensa, não foi um grande amor da minha vida, não foi o nome de uma mulher minha… não é o nome da minha mulher. Eu não tenho nenhuma filha por esse nome (…)”; foram as palavras de Manoel Carlos em uma entrevista transmitida pelo programa Fantástico, no ano de 2009. A nova novela do autor, “Viver a vida”, estava prestes a ir ao ar alardeando um diferencial das suas criações anteriores: uma jovem negra protagonizaria a trama que narrava o envolvimento de uma top model de sucesso com um empresário recém-divorciado. A condutora da conversa não era ninguém mais, ninguém menos que Júlia Lemmertz, filha da pioneira (Lílian Lemmertz) de uma dinastia que começara em 1981, e que provavelmente finalizará com ela. Leia mais