10 Mais: Novelas Injustiçadas

Existem ingredientes que dão certo em uma produção, mas na outra podem fazer a receita desandar. Tem aquelas que acertam em tudo: produção, elenco, direção, texto, arte. Mas por algum motivo não são aceitas pelo público. Problemas com o horário? Momento econômico? Um sucesso que antecedeu? Ousadia? Justificativas sempre aparecem, mas a verdade é que qualidade não é o segredo pro sucesso. Pelo menos não na televisão. Leia mais

“F” for fake – a homossexualidade e a questão da família em “Amor à vida”

A novela “Amor à vida” está no ar, há quase quatro meses e parece que já foi um ano. Provavelmente, essa sensação provém dos numerosos e próximos pontos-de-virada. Walcyr Carrasco e sua equipe de redatores tentaram, com relativo êxito, imprimir intensidade e velocidade à história. Assim, quando fazemos um retrocesso do que vimos no ar, desde 20 de maio de 2013, mal conseguimos enumerar as viradas que a trama teve durante esse tempo de exibição. Leia mais

O navio negreiro atraca no cais da TV e a teledramaturgia quebra as correntes

A teledramaturgia, até por uma questão moral, sempre optou (mesmo antes que a patrulha ideológica ligasse suas sirenes e corresse atrás de tudo o que não soa bonito hoje, ainda que tenha sido uma realidade ontem) por mostrar o escravo em toda a sua dignidade de cativo, o que explora características inerentes à identidade de escravo e esvazia um pouco a complexidade humana. Mesmo assim, a TV tem uma extensa galeria de personagens escravos, com motivações e trajetórias bem diferentes. Leia mais

Direto da redação, os Jornalistas da ficção!

Jornalista, aquele que lida com a notícia, com dados factuais e divulgação de informações. “O jornalista é o profissional responsável por procurar informações e divulgá-las segundo o interesse público, relacionando os fatos e suas consequências” (Folha de São Paulo, 15/03/2003). Leia mais

Diferentes, quase iguais

A virgenzinha enaltecida, a mulher voluptuosa, o estrangeiro, o (a) alpinista social, o (a) idoso(a) sábio(a), o chefe tirano e o seu opositor, o solidário querido por todos, a matriarca abnegada … são alguns dos estereótipos frequentemente encontrados nas novelas. Da mesma forma, temáticas como luta de classes, amores impossíveis, preconceito exacerbado, disputa pelo apoio do povo também se tornam escolhas recorrentes na teledramaturgia. Variações do lugar-comum? Leia mais

Uma novela construída lado a lado

Uma novela que fala de amizade, amor e liberdade. Os novatos João Ximenes Braga e Claudia Lage, apesar de não terem sacudido o horário das 18h, nos proporcionaram uma trama onde a comunhão era o ponto mestre. A metáfora na prática. Desde a escrita com dois autores, passando pelas duas protagonistas, ao conjunto e dialogo de toda uma equipe que construiu uma novela impecável e muito segura. Mas segurança em abundância em detrimento do risco nem sempre (quase nunca) traz a inovação necessária para a fórmula teledramatúrgica. Leia mais

O verde gramado, o negro, o branco e a bola rolando no meio

O Brasil é o país do futebol. E o futebol é o esporte de Pelé, de Garrincha, agora de Neymar. Mas o Brasil que “Lado a Lado” mostra todos os dias não é esse de milhões corações batendo no mesmo compasso quando a bola rola ou que trepidam juntos toda vez que a rede balança. Nele, o futebol é um esporte de elite, exclusiva para a nova elite republicada endinheirada e os remanescentes da antiga aristocracia imperial. Em suma: esporte de rico. Tão diferente de hoje, não é? Leia mais

O inferno nem é tão longe, mas o paraíso fica às 18h

Novela de qualidade, do tipo exportação, tem que ser como “Lado a Lado”. Tudo na novela soa com perfeição, incluindo texto, atuação, direção, produção de arte e trilha sonora. Entrando em fevereiro em seu derradeiro mês, a novela deixará saudade a quem assiste e um sabor de “festa perdida” para quem não quis ou não conseguiu acompanhar.  Leia mais

Não é fácil a vida da bailarina – Parte II

Na verdade, os principais sentidos da dança são diversão e celebração, ou seja, dançar é uma importante ferramenta para se chegar à catarse, a purificação. E como já foi dito no inicio do texto, o povo brasileiro sempre utilizou o ritmo e o corpo para celebrar qualquer ritual social ou santo. Leia mais

Não é fácil a vida da bailarina – Parte I

Poucos povos são tão musicais quanto o povo brasileiro. A mistura de tradições culturais europeias, africanas e indígenas encontrou no jovem país americano, de proporções continentais, terreno favorável para o surgimento de danças e ritmos variados. Cada região desenvolveu movimentos e signos próprios, resultando, por exemplo, no Baião ou no Frevo no Nordeste, no Vaneirão no Sul, na Catira no Centro Oeste, no Carimbó ou no Siriá no Norte, entre outras. Novos passos e estilos diferentes de dançar foram acrescentados ao longo dos anos, fazendo com que danças se recriassem e chegassem vivas aos dias de hoje, como o Samba, o Forró ou o Axé. Sem contar os estilos contemporâneos e estrangeiros que também fizeram o ouvido e os pés dos brasileiros, como o Rock, o Tango, o Mambo e o Country, ganhando uma roupagem mais tupiniquim. Leia mais