Valeu a intenção: novelas que inovaram o gênero, mas não fizeram história

Alguns autores conseguem inovar no jeito de se escrever uma boa novela. É o caso de “O Casarão” (Lauro César Muniz, 1976), tema do nosso dossiê da semana. Essa novela que apresentava uma narrativa inovadora com a história contada em três tempos diferentes durante os blocos de todos os seus capítulos. Outras novelas também inovaram, mas não agradaram tanto ao público quando foram exibidas. Vamos relembrar algumas? Leia mais

A loucura em capítulos ou a via crucis da sanidade: os personagens que enlouqueceram

No Tarô, a carta “O Louco” é o único dos arcanos maiores que não é numerada, ou seja, não faz parte da sequência, ela está fora, está deslocada, não tem referência. Talvez isso explique um pouco porque a figura do louco não me agrada em ficção. Sempre acho que ao louco tudo é permitido e nada ele precisa explicar – afinal, é louco –, o que me faz torcer o nariz (o que não quer dizer nada, já que torço o nariz pra muita coisa). Leia mais

O sexo frágil das novelas de Manoel Carlos

Manoel Carlos sabe falar sobre a alma feminina. Não é de hoje que o autor nos brinda com grandes e inesquecíveis personagens. Além de todas as Helenas, Maneco já nos deu um universo infindável de tipos femininos que acabaram ficando no imaginário popular. As mulheres são o forte do autor e passam longe do estigma de sexo frágil. Quem ocupa esse espaço na ficção de Manoel Carlos é o homem. Leia mais

Christiane Torloni: do drama à comédia, da dor ao brilho

“Mulheres Apaixonadas” pode não ter sido o momento em que Christiane Torloni mais brilhou na TV, porém, ter a atriz em cena é sempre motivo de deixar babando os marmanjos e provocar a inveja das mulheres. Não é à toa. Mesmo com todos os problemas que já enfrentou, La Torloni encontrou tempo para trabalhar e ainda a se dedicar a causas políticas, como a que a transformou numa musa. Essa gata comeu o coração de todo mundo e ainda hoje parece afirmar: “bateu, levou”. Leia mais

Elas não se chamam Helena

Com uma extensa contribuição para a formação da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos possui como marca registrada a abordagem do universo feminino: seus conflitos e as várias formas de superação. O tom dramático de algumas falas aliado a conversas cotidianas imprime veracidade aos diálogos, e talvez seja essa a principal razão de Maneco ser conhecido como o ficcionista da realidade. Leia mais

Uma trilha para ficar na memória

Poucos autores conseguem emplacar com tanto sucesso suas trilhas sonoras. As trilhas de “Laços de Família”, nacional e internacional, novela também escrita por Manoel Carlos, figuram até hoje entre os lançamentos mais vendidos no país.  Com “Mulheres Apaixonadas” também não foi diferente. Numa tentativa de lutar contra a crescente onda de pirataria que invadiu o Brasil no início do século, a Rede Globo e a Som Livre lançaram as duas coletâneas de uma só vez, em um CD duplo e canções nacionais e internacionais foram apresentadas logo no primeiro capítulo. Foram vendidos um milhão de cópias do CD.  Leia mais

Ponto de encontro

É o traço em comum entre a heroína e a vilã de uma história. É o que justifica o masoquismo da primeira e a “sociopatia” da segunda. É o que todas as mulheres reais sentem e as personagens admitem sentir. Não importa se ela vem sob o disfarce de amor ou associada a instintos assassinos, a paixão é a condição humana mais explorada na teledramaturgia. Leia mais

As outras mulheres apaixonadas

Mulheres Apaixonadas” tinha um elenco grande, com mais de 100 atores. E a novela, fazendo jus ao nome, focava principalmente nas personagens femininas. Diferentes tipos de mulheres eram retratados na crônica de Manoel Carlos. As tramas paralelas, por vezes, tinham tanto peso quanto a trama central, porém, a heroína Helena (Christiane Torloni), exercendo bem o real sentido de protagonismo, transitava pela maioria destas histórias. Leia mais

“Mulheres Apaixonadas”: A novela pela qual o Brasil se apaixonou!

Como a maioria dos autores de telenovelas, Manoel Carlos tem suas características próprias. Suas heroínas de nome Helena, suas tramas ambientadas no Leblon – bairro da zona sul carioca, os doutores Morettis, Santa Rita de Cássia, mas principalmente, contar histórias de mulheres, o que o autor sabe fazer muito bem. E em 2003 não foi diferente! Em seu melhor estilo “crônicas do cotidiano”, Maneco, como é conhecido, levou ao ar “Mulheres Apaixonadas”, que por ser tão querida pelo público e em homenagem ao mês da Mulher será relembrada no nosso dossiê da semana. Leia mais

Pequenos órfãos em grandes sucessos

Tramas envolvendo crianças maltratadas por adultos impiedosos virou sinônimo de sucesso em nossa televisão. O mais recente estouro infantil esteve nas mãos da astuta menina Rita (Mel Maia) em Avenida Brasil (2012), conquistando o país em menos de uma semana, assim como a pequena Laleska (Carolina Pavanelli) o fez em Sonho Meu (1993). Que tal relembrar outros pequeninos que invadiram o nosso imaginário de alegria e emoção? Leia mais