O Cravo brigou com a Rosa, a Rosa revidou, e juntos fizeram muito sucesso

“O Cravo e a Rosa” (Walcyr Carrasco, 2001) foi uma tradicional comédia romântica. Os atores não buscavam fazer graça, o texto por si só cumpriria este papel. Era fresco, era bom de se ouvir. Uma direção de atores pra lá de correta, imagens bem desenhadas, ambientação, cenários e indumentária no capricho, era bom de se ver. O resultado não poderia ser outro. As brigas do seu Cravo e da espevitada Rosa resultaram em uma trama engraçada do início ao fim, despida de qualquer afetação, ou forçação, e se tornou um clássico da nossa teledramaturgia. Leia mais

Maria Padilha em reprise

Nos últimos anos a presença de Maria Padilha na TV tem sido quase bissexta. Antes de “Lado a Lado” (João Ximenes Braga e Cláudia Lage, 2012), seu mais recente trabalho, no qual interpretou a atriz de teatro Diva Celeste, sua última participação em uma novela inteira tinha sido em “Mulheres Apaixonadas” (Manoel Carlos, 2003). Neste hiato de dez anos a atriz fez pequenas participações nas novelas “Paraíso Tropical” (Gilberto Braga e Ricardo Linhares, 2007) e “Insensato Coração” (Gilberto Braga e Ricardo Linhares, 2011) e na minissérie “Cinquentinha” (Aguinaldo Silva, 2009). Leia mais

O canto do cisne de Walter Avancini, um dos últimos diretores autorais

Falar de Walter Avancini é falar da história da televisão no Brasil. Do time dos pioneiros da telenovela diária, fez sucesso na extinta Excelsior dirigindo, entre outros títulos, os que Ivani Ribeiro escrevia para o horário das 19h30. De temperamento forte e apurado senso estético, Walter Avancini conseguia traduzir em imagens os mais diversos textos que lhe caiam em mãos, sempre buscando a inovação e o público, mesmo que muitas vezes essa seja uma missão difícil. Leia mais

Romance e temas dos anos loucos na trilha de “O Cravo e a Rosa”

E sempre vamos falar a mesma coisa quando o assunto é trilha sonora, ainda mais de uma novela das seis. Com uma seleção bem simples que privilegiou alguns cantores que estavam em alta na época em que foi ao ar, a única trilha lançada para “O Cravo e a Rosa”, entretanto tem alguns bons momentos. Leia mais

Jura que “O Cravo e a Rosa” vai voltar?

Em 2000, a Rede Globo começava a testar um novo modelo de novela das seis com menor número de capítulos. A primeira experiência, aplaudida pelos atores, foi “Esplendor” (Ana Maria Moretzsohn), seguida de “O Cravo e a Rosa”, estreia de Walcyr Carrasco como titular de uma novela na emissora. Mas a novela de Carrasco, inspirada livremente em “A Indomável” de Ivani Ribeiro e “O Machão” de Sérgio Jockyman, a partir de argumento da própria Ivani, sendo uma atualização da “Megera Domada” de Shakespeare. A novela fez tanto sucesso que não teve jeito. O projeto foi por água abaixo e a novela só foi se encerrar no capítulo 221. Leia mais

Museu literário de grandes novidades

A novela “Mandala”, tema de nosso dossiê da semana foi beber diretamente da fonte do teatro grego quando trouxe para a TV a história de Édipo e Jocasta em plena década de 80. Mas Dias Gomes não foi o único e nem o último a buscar inspiração em grandes histórias clássicas da literatura.  Leia mais