A novela brasileira entre o dramalhão e a subversão

A novela brasileira é uma novela diferente. De Janete Clair a João Emanuel Carneiro, aos poucos a história da nossa teledramaturgia subverteu o dramalhão melodramático proveniente de Cuba, México e afins, criando personagens e conjunturas dramáticas mais sofisticadas e atraentes.  E aí perguntamos: o que leva alguns renomados autores a esquecer de todo um caminho de enriquecimento criativo para cair em tramas redundantes e ingênuas com o mesmo teor dramático das “enlatadas” mexicanas? É proposital, é um jogo em busca de audiência? Ou uma pura e simples preguiça? Leia mais

Economia na telinha: cruzeiros e cruzados mostram o que é o real

Se algumas novelas omitem o cenário econômico da época em que são produzidas (quem nunca viu cenas com personagens escrevendo valores em vez de dizê-los?), outras são um autêntico documento (apesar de todos os clichês preconceituosos sobre a alienação que as novelas provocam e o seu “blá blá blá” característico) sobre a sociedade brasileira. Sim, é um texto que fala de economia, mas prometo não incorporar o Adam Smith e nem imitar a Miriam Leitão – até porque, como economista, sou um ótimo noveleiro. Leia mais

Trilha para inspirar revoluções

O Canal Viva exibiu com louvor a reprise de “Que Rei Sou Eu?”. Exibida em 1989, a novela só teve uma versão compacta exibida cerca de dois meses depois de seu final no horário da antiga “Sessão Aventura”. Além da comédia ácida, a trilha sonora da novela se tornou bastante emblemática com canções que jamais saíram dos programas de rádio. Leia mais

Mulher é o assunto

Todos conhecem o teor da trama de “Salve Jorge”. Morena (Nanda Costa), em busca de uma vida melhor, aceita o convite para trabalhar na Turquia sem imaginar que caiu num golpe e que na verdade será traficada para trabalhar como prostituta. Tomada de personagens femininas em diversas situações como a garota da laje ou uma delegada que consegue passar num concurso para a Polícia Federal, a novela não se trata de uma novidade no tema que dominou nossa teledramaturgia no segundo semestre de 2012. Leia mais

10 Mais: Cidade Fictícia

Existem algumas cidades fictícias na vasta teledramaturgia brasileira que entraram de vez no imaginário do público. O cuidado de algumas produções com os detalhes estéticos, com a cenografia, com a recriação da região retratada, era tão grande que ficava difícil saber se aquela cidade existia de fato, ou não. Pois que noveleiro duvida que Santana do Agreste realmente exista na Bahía? Bem próxima à Tubiacanga. Ou que Ventura seja uma das maiores exportadoras de chocolate do nosso país? Hoje descubra as dez cidades fictícias mais inesquecíveis segundo os nossos colaboradores. Leia mais

Que rei (do Brasil) sou eu? ou Às favas com a “noblesse oblige”

Reis, rainhas, príncipes e princesas, nobres empoados e damas de corte desfilando vestidos volumosos, enquanto herdeiros bastardos lutavam contra a tirania dos poderosos numa saga com muita capa, muita espada, uma guilhotina que não cortou cabeça nenhuma e até um prisioneiro da máscara de ferro, no melhor estilo Alexandre Dumas em “O Visconde de Brangelonne”. A trama de “Que Rei Sou Eu?” se passava em 1786, separada em pouco mais de duzentos anos daquele 1989 em que a novela foi exibida, mas o que ela mostra é o Brasil de ontem, de hoje e, talvez, de sempre. Leia mais

“Que Rei Sou Eu?”: Gravidez de Juliette e fuga de Jean agitam Avilan

Os próximos capítulos de “Que Rei Sou Eu?” prometem ser eletrizantes. Ao descobrir que Jean (Edson Celulari) e Lenore (Aracy Balabanian) estão presos na torre, os rebeldes sob o comando de Corcoran (Stênio Garcia) preparam sua fuga. E Juliette (Cláudia Abreu) desconfia que está grávida e pede ajuda a Aline (Giulia Gam). Leia mais