A trama de Duca Rachid e Thelma Guedes emociona com suas canções

No final do seu primeiro capítulo, “Jóia Rara” apresentava o primeiro encontro entre o casal romântico Franz (Bruno Gagliasso) e Amélia (Bianca Bin). Em meio a uma discussão com o pai do mocinho, a heroina é levemente atropelada, sendo ajudada por aquele que seria seu futuro marido. E ao encontro de olhares, sobe a música “Nascente” de Milton Nascimento. “Jóia Rara” era uma novidade e não sabíamos o que ela iria nos proporcionar, mas a partir daquele momento uma certeza tivemos, ia  ser daquelas novelas que a trilha sonora ia marcar. A escolha do tema do casal não podia ser melhor. Intensa, emocionante e envolvente. Leia mais

“Por Amor”: Uma trilha sonora apaixonante

Novela boa tem trilha sonora boa. Certo? Nem sempre. Tem muitos novelões que a trilha sonora deixa a desejar. E tem muitas novelas fracassadas que as trilhas são excelentes. Mas, no caso de “Por Amor”, tanto a novela como sua trilha sonora eram bem sucedidas. Os temas musicais casavam perfeitamente com os seus personagens. Leia mais

Anarquia musical

Que “Bebê a Bordo” tinha ritmo e estrutura anárquicas (no bom sentido da palavra), não é novidade pra ninguém. Seguindo essa mesma característica, a trilha sonora não deixou a desejar. Embalada pelo rock dos anos 80, por canções românticas e até mesmo pela lambada, que começava a surgir, os discos com as músicas da novela formavam um diversificado painel do que tocava nas rádios no final dos anos 80. Leia mais

Aposta na MPB não garantiu boa trilha sonora para “Pátria Minha”

A novela “Pátria minha” é considerada a última parte de uma pretensa trilogia sobre o Brasil e suas questões éticas, morais e sociais. Essa trilogia teria se iniciado em 1988 com “Vale tudo” e continuado com “O dono do mundo”, em 1991. De fato, as três novelas se assemelham e se complementam em termos da construção do imaginário da Nova República. Musicalmente, as histórias do corrupto e venal Raul Ramos Pelegrini (Tarcísio Meira), da idealista Alice Proença, do justo Pedro Fonseca e da pérfida Lídia Laport eram embaladas por clássicos e grandes nomes da MPB, numa explícita ação de valorização e engajamento. Mas falta à trilha nacional a percepção de audição (a sequência das faixas), somando-se, ainda, a inclusão de gravações pouco inspiradas que tornaram a trilha uma das mais extensas e chatas já produzidas pela gravadora Som Livre. Leia mais

“Nina”: Leveza musical para embalar uma história densa

A história da luta de uma professora (Regina Duarte) contra as idéias conservadoras da instituição em que leciona. Preconceito social, repressão sexual e uma visão de mundo antiquada, perdida diante dos novos rumos do mundo na década de 20. No desenrolar da novela, o assassinato de uma aluna e a suspeita da culpa recaindo sobre a protagonista. Esse era o cenário de Nina, novela que Walter George Durst escreveu em 1977 para o horário das 22h da Rede Globo. Diante de um enredo tão denso, o que esperar de sua trilha sonora? Para a surpresa de todos, a Som Livre apresentou ao público um álbum cheio de graça e leveza, mostrando o lado divertido e frenético dos melindrosos anos 20. Leia mais

Essa tal de Rita Enrow

Ela é dona de uma voz única e envolvente. Já embalou (e ainda embala) o romance de muitos casais, já agitou inúmeras festas e certamente, fez parte da trilha sonora de alguma de suas novelas preferidas. Rita Lee, maior nome feminino do rock brasileiro e uma das nossas melhores compositoras tem faixa garantida nas novelas, inclusive nos temas de abertura. Certamente você já se pegou cantando alguma canção dela. Leia mais

Elegante Sucata

Tendo em seu enredo temas e ambientações populares como lambada, o bairro de Santana e a sucateira que virou milionária e que pena para se adaptar a alta sociedade de São Paulo, a trilha sonora de “Rainha da Sucata” tinha pela frente um desafio complicado: unir canções populares e ainda assim colocar no mercado um disco interessante, que tivesse bom desempenho comercial. O álbum nacional apresentava esse “jogo de cintura”, circulando entre Sidney Magal e Maria Bethânia. Já a trilha internacional optou mesmo foi pelo bom gosto como princípio. Leia mais

Trilha sonora rural chique

“Fera Radical” era uma novela voltada para o público jovem. Mesmo partindo do mais esgarçado folhetim, a pessoa que volta para se vingar, a trama de Walter Negrão tinha como protagonista uma jovem estrela em ascenção, Malu Mader, que chegava montada em uma possante moto e ainda por cima trabalhava com computadores. Tudo extremamente antenado com o gosto do público mais jovem e também com os novos tempos que viriam. A junção entre folhetim clássico e temas modernos ainda contou com outro tópico: a vida rural. Leia mais