Qualquer semelhança com a realidade é pura ficção

Com a estreia da nova atração da Globo A Mulher do Prefeito”, protagonizada por Tony Ramos como Reinaldo Rangel, prefeito derrubado por acusação de desvio de verba, e Denise Fraga na pele de Aurora, esposa dele e nova prefeita da fictícia cidade de Pitanguá, o seriado traz de volta a política como tema central. Vamos relembrar outros políticos da nossa teledramaturgia, e junto com eles a visão e abordagem de cada autor diante do merchandising sócio-político inseparável a essa temática. Enquanto alguns políticos caíram logo no esquecimento, outros ainda fazem parte do imaginário popular. Leia mais

Muitas vezes Antônio Fagundes

Desde que o Canal VIVA estreou em 2010, alguns atores são presenças constantes no canal, entre eles Antonio Fagundes. O ator pode ser visto nas reprises de “Por Amor”, “Vale Tudo”, “O Rei do Gado”, “Labirinto”, “Renascer”, na segunda versão do seriado “Carga Pesada”, na recém-terminada “Rainha da Sucata” e atualmente na minissérie Mad Maria, além da inédita “Amor à Vida”, na TV Globo. E tamanha é a diferença de um personagem para outro, principalmente nas últimas três citadas, que é impossível não ficar ainda mais apaixonado pelo trabalho de “Fafa”, como é chamado pelos colegas. Leia mais

A novela brasileira entre o dramalhão e a subversão

A novela brasileira é uma novela diferente. De Janete Clair a João Emanuel Carneiro, aos poucos a história da nossa teledramaturgia subverteu o dramalhão melodramático proveniente de Cuba, México e afins, criando personagens e conjunturas dramáticas mais sofisticadas e atraentes.  E aí perguntamos: o que leva alguns renomados autores a esquecer de todo um caminho de enriquecimento criativo para cair em tramas redundantes e ingênuas com o mesmo teor dramático das “enlatadas” mexicanas? É proposital, é um jogo em busca de audiência? Ou uma pura e simples preguiça? Leia mais

Amor e ambição – o yin yang do romance de novela

A ambição pode ser, tanto na vida quanto na ficção, um câncer (com o perdão da horrenda palavra) que ataca o amor de dentro para fora, fazendo um dos amantes sabotar sem querer o sentimento que carrega, ou o combustível para um romance, atraindo os amantes e até fazendo com que eles tenham um objetivo comum. É um ingrediente que serve tanto para o bem quanto para o mal. Leia mais

Happiness is money

Dinheiro não traz felicidade … compra. Explícita ou não, essa ideia está presente em peso na teledramaturgia, pois ainda que a luta de classes não seja o conflito principal da história, há sempre um núcleo humilde contrabalançando com outro formado pela high society . E nessa pirâmide que possui apenas topo e base (a classe média teria sido abduzida da ficção?) vemos diferentes intérpretes de personagens parecidos cujos desfechos serão pautados de acordo com parâmetros como grau de sofrimento,ambição, carisma, arrependimento pela má conduta, mas principalmente a relação que será estabelecida com o vil metal.  Leia mais

Três tiros e uma banana pro Brasil

A situação de Fátima (Glória Pires) ficou bem crítica. Solange (Lídia Brondi) está grávida mas não diz quem é o pai nem sob protesto. Leila (Cássia Kis Magro) e Marco Aurélio (Reginaldo Faria) estão casados. Ivan (Antônio Fagundes) está preso a Heleninha (Renata Sorrah) e Raquel (Regina Duarte) sob ameaça de Odete (Beatriz Segall), que agora tem um caso com César Ribeiro (Carlos Alberto Riccelli), precisa impedir que ele peça o divórcio ou será entregue à polícia. Mas ainda há um segredo de família que pode ser a salvação da dona da Paladar e do executivo. Leia a última parte da história de “Vale Tudo”. Leia mais

Um casamento cheio de pompa e um vestido rasgado pela mãe

No dia 16 de maio de 1988, o Brasil assistia o primeiro capítulo da novela que se tornaria um verdadeiro marco da teledramaturgia brasileira. “Vale Tudo”, uma co-autoria de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Basséres fez o Brasil todo parar e dizer: “Só me ligue depois da novela”. Continue a relembrar as tramas e seus personagens. 25 anos depois a obra continua um clássico. Leia mais

Valeu Tudo?

Antes de “Avenida Brasil” parar o país com seu último capítulo, outra novela teve o mesmo efeito e se manteve intacta no posto de melhor obra de teledramaturgia brasileira. A novela não falava de vingança, não tinha um núcleo suburbano forte, mas era tão popular quanto porque tratava de coisas nacionais das quais todo mundo sabia, mas ninguém tinha coragem de falar. E quando os acordes de uma certa “Brasil” cantada por Gal Costa era ouvida na TV, tinha um significado mais profundo: “Começou a novela”. Leia mais